Estudos indicam que esgoto pode ser via de contágio do novo Coronavírus

Estudos indicam que esgoto pode ser via de contágio do novo Coronavírus

Recentemente estudos internacionais publicados na revista científica Lancet Gastroenterol Hepatol, indicam que pacientes que contraíram o novo coronavírus, possuíam em suas fezes o material genético do vírus mesmo depois de não os apresentar nas vias respiratórias ou pulmão.

Com isso muitos pesquisadores se perguntam se a transmissão poder ser também pela rota fecal-oral, ou seja, quando o patógeno (o vírus) está presente nas fezes de uma pessoa e pode entrar na boca de uma outra pessoa, por meio da contaminação da água e de alimentos ou da transmissão mão-boca, por causa de lavagem inadequada das mãos após tocar em itens contaminados.

Na Holanda pesquisadores coletaram amostras de esgoto e estações de tratamento e detectaram a presença do novo coronavírus, após duas semanas da confirmação do primeiro paciente com covid-19 na região.

Diante dessas evidencias o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto – INCT-ETES, centro de referência nacional e internacional para questões relacionadas ao tratamento de esgoto sanitário, divulgou uma nota técnica, alertando para os efeitos da presença do coronavírus no esgoto. Ressaltando que é uma ótima estratégia efetuar o monitoramento do esgoto para verificar a presença do coronavírus e a detecção da doença na população, principalmente nos pacientes assintomáticos. Outro ponto importante é considerar a situação sanitária do local, no Brasil somente 46% do esgoto gerado no país é tratado, segundo o SNIS 2018, com isso podemos estar despejando uma grande carga viral em nossos rios. Apesar deste alerta, não há motivos para pânico, pois ainda não tem dados sobre o risco para a saúde das pessoas abastecidas por rios e mananciais contaminados, os métodos para o tratamento convencional que utilizam filtração e desinfecção devem remover ou inativar o vírus e em relação a presença do seu material genético no sistema gastrointestinal não significa que o vírus esteja viável e na sua forma infecciosa, para ter certeza de todos esses riscos mais  estudos são necessário.

FONTE: BBC NEWS

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